O correto posicionamento de máquinas e equipamentos dentro da marcenaria é um dos mais importantes fatores para o aumento da eficiência na produção. Por isso é importante planejar o layout da marcenaria considerando o processo produtivo dentro de uma lógica. Daí vem o conceito de logística de peças na marcenaria, pois, as peças produzidas seguem uma ‘lógica’ dentro do processo.

Em muitas marcenarias identificamos erros de planejamento que acarretam em gastos desnecessários. Estes, são gerados por transporte desnecessários das peças, dúvidas dos operadores quanto ao fluxo correto das peças, avarias, descartes de peças, congestionamento de peças, entre outros.

Queremos ajudá-lo a organizar a marcenaria internamente visando maior eficiência na produção, por isso, separamos os erros mais comuns que devem ser evitados ao definir um layout dentro da marcenaria:

 

  1. Definir o layout da marcenaria baseando-se no tamanho do pavilhão: Um espaço pequeno ou grande deve ser muito bem aproveitado, pois, cada metro quadrado possui um custo de manutenção. Não importa se o prédio é próprio ou alugado, deve ser considerado o espaço ideal para cada operação. Em um grande pavilhão, deixar grandes áreas de circulação além do necessário, acarretará em esforços adicionais de transporte.
  1. Não considerar a estocagem dos insumos: Quando definir o layout deve-se considerar o ponto de estocagem de insumos que facilite a entrega, principalmente das chapas. As chapas devem estar posicionadas próximas a primeira operação que é o corte. Encontramos em marcenarias o posicionamento de chapas junto a expedição pela facilidade de acesso na descarga das compras, porém, no dia-a-dia, ocorre uma perda de eficiência devido ao transporte de chapas de um lado ao outro do processo da marcenaria. Ao mesmo tempo, deve-se considerar o almoxarifado também em um único local para ter um controle total do estoque e maior organização dos materiais. O local onde são disponibilizados os materiais, seja pra corte ou para expedição, devem ser bem pensados visando não dar maiores trabalhos para o operador dessa etapa, para que possa ter sempre em mãos os insumos para a sua atividade e, assim, evitar perdas com transporte e perda de peças com a movimentação.
  1. Escolher a posição da máquina pela facilidade de montagem na instalação: Muitas marcenarias adquirem novas máquinas de acordo com o seu crescimento. Então, é comum encontrarmos pavilhões onde a seccionadora automática está no meio ou no fim do pavilhão, longe do estoque de chapas. Muitas vezes instalada no espaço vago, já que a marcenaria ainda utiliza esquadrejadeiras. É essencial que, a cada nova máquina, se pense de forma estratégica onde estas serão instaladas, não por ser o maior espaço vago, mas sim, o melhor lugar visando o transporte de peças na produção.
  1. Definir o processo de fabricação depois do posicionamento das máquinas: Sem um planejamento sobre o layout, o processo de produção é definido de acordo com a posição das máquinas. Muitas vezes realizar o fitamento das peças pode ser feito após a furação da usinagem, pelo simples fato da posição das máquinas. Em outros casos, vemos seccionadoras automáticas sendo programadas para refilar, onde seria mais produtivo implantar esquadrejadeiras para um refilo mais rápido. Deve-se pensar inicialmente como a empresa quer organizar o seu processo produtivo e organizar as máquinas conforme essa definição.
  1. Desconsiderar locais para armazenagem de peças prontas: Quando o volume de produção aumenta, principalmente no final do ano, ocorrem mais extravios de peças. A principal causa está na falta de identificação correta dos projetos e as peças que pertencem a estes projetos. Se o espaço reservado não for suficiente, ocorrerá um manuseio excessivo sobre as peças, o que provoca inevitavelmente mistura das peças. Além de considerar locais específicos e planejados em baias, é importante considerar as características para estas peças como tamanhos diferenciados e também ferragens separadas para o projeto.
  1. Desconsiderar o cálculo da capacidade produtiva: Em épocas de alta produtividade, é necessário projetar pontos de espera e estoque intermediário. Em muitos locais da produção é preciso dimensionar espaços, onde as peças deverão ficar aguardando para serem beneficiadas. Se isso não for projetado, certamente ocorrerá um congestionamento das peças. Exemplo: são os pontos de espera para duplagem, fitamento, furação e operações de inspeção.
  1. Fazer o estudo sozinho, sem a consulta de um especialista: Contar com a ajuda de profissionais com experiência na definição de layouts de diversas marcenarias é o caminho mais curto e mais barato, uma vez que estes já possuem uma expertise de processos e métodos produtivos, que já foram aplicados em outras empresas, podendo orientar sobre caminhos mais eficientes de organização.

Layout mal feito é dinheiro botado fora. Esperamos ter ajudado a alertar sobre os erros mais comuns que são cometidos ao definir um layout. No nosso próximo artigo relacionado 3 passos para definição de um Layout ideal, ajudamos a realizar a definição do layout. Este estudo de definição de layout é parte do trabalho de implantação dos pacotes da plataforma Gabster. Saiba mais…