Um empreendedor, que chamaremos de Lúcio, é dono de uma marcenaria que está para entregar um grande pedido de móveis sob medida, em uma semana.

Até uma semana atrás, Lúcio estava muito tranquilo pois o grande pedido de móveis viria a salvar a meta do mês, com uma boa margem de lucro.

Porém, hoje Lúcio está muito preocupado, pois o ritmo da produção não vai nada bem. Ocorreu que alguns funcionários não vieram trabalhar, um lote de chapas especiais não foi entregue e a dois dias a seccionadora está parada, aguardando conserto.

O que parecia ruim, ficou muito pior depois que uma tempestade, inundou a fábrica, danificando metade da produção já concluída.

Então Lùcio se pergunta: afinal de contas, o que está acontecendo? De uma hora para outra, tudo parece estar conspirando contra mim?

Até poucos dias tudo estava andando perfeitamente e agora nada está dando certo, está tudo do avesso.

Nós como Lúcio, algumas vezes ficamos doentes, irritados com as situações adversas, desanimados, temos vontade de fugir… Pois não era deste jeito que era para ser.

Contudo, com todas as responsabilidades nas costas, Lúcio, assim como nós,  precisa saber lidar com essas situações sem desabar, porque a fila anda e a vida continua sem perguntar se estamos prontos.

Neste momento precisamos ser resilientes.

A resiliência é a habilidade de saber lidar com a pressão, decidir o que precisa ser decidido e voltar ao estado normal. A resiliência é a capacidade que nos orienta para o futuro, para a esperança e para a força.

Uma pessoa resiliente consegue, apesar da dor e das circunstâncias adversas, seguir em frente sem perder o controle, ver as melhores soluções, começar de novo quando tudo dá errado.

O primeiro passo: temos que viver suficientes momentos agradáveis para nos abastecermos de energias positivas. Enfim, precisamos criar rotinas agradáveis.

Fazer coisas que nos deixem de bem com a vida. Criar rotinas simples e sadias como:

 

  • Praticar esportes ou caminhadas;

  • Desfrutar momentos divertidos com a família sem impor rituais pesados para si ou para os outros;

  • Meditar ou encontrar amigos para jogar conversa fora;

  • Passar alguns momentos com os animais de estimação;

  • Beber água quando tiver sede, comer bem devagar o prato preferido, saborear aquele café e descansar bem, dormindo o suficiente.

Se estas coisas forem feitas com toda a atenção e concentração criam uma força positiva revigorante.

No dia-a-dia quando estamos contrariados, é obrigatório evitar sucumbir à pressão. Leva um tempo até aprendermos a não descontar a nossa frustração nas outras pessoas.

Uma das alternativas, quando estamos sob pressão, é talvez não decidir nada, deixando a tormenta passar e esperar o sol brilhar novamente.

Porém se ficarmos mudos para não explodirmos, ruminando mentalmente o incômodo, inevitavelmente detonaremos em outro contexto, no trânsito ou nas pessoas mais próximas.

Enfim, precisamos aprender a viver melhor. Quando cuidamos de nós, quando nos tratamos bem, podemos tratar bem as outras pessoas e sobrevivermos aos dias na qual as coisas estão do avesso.

Faz parte da vida lidar com isso. E, todo dia nascemos e podemos ver o sol brilhar ou a chuva cair.

E quanto a Lúcio, nosso personagem? Como empreendedor, o desenrolar da história será por conta dele. Quanto mais resiliência tiver, mais sensatas serão as decisões dele frente aos desafios apresentados no dia-a-dia.

Se Lúcio conseguir trabalhar a pressão, poderá negociar prazos e reunir a equipe para uma força de trabalho extra.

Porém se Lúcio descontar a pressão nos funcionários, fornecedores e clientes com certeza aumentará os seus problemas, provavelmente sobrará mais trabalho para ele e menos pessoas vão contribuir com soluções.

Sejamos resilientes! Somos seres emocionais, temos sentimentos, não somos máquinas, somos humanos e devemos honrar nossa humanidade.

No próximo post vamos tratar sobre gerenciamento de conflitos.

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