Neste post apresentaremos três passos que todo empresário deve entender para reduzir uma dependência exagerada e desestabilizadora de um único funcionário. Quem nunca sentiu um forte frio na barriga ao perder um funcionário chave que mantinha todo o controle sobre um setor chave? Ou quem, só em pensar nisso, ignora como poderia minimizar as consequências e já sente um leve friozinho na barrigapois sabe que há alguma possibilidade disso acontecer futuramente?

Vamos refletir juntos! O cliente está esperando o mobiliário que comprou, independente do que aconteça na sua empresa. Por isso, é melhor que nem saiba sobre a saída do profissional da produção e, muito menos, que há uma provável vulnerabilidade no processo produtivo por causa disso. Além do mais, há contas a pagar e você, com as entregas prometidas, quer honrar todos os compromissos assumidos, inclusive os salários.

As pessoas são muito importantes para o resultado da empresa, mas não podem ser ou representar a única fonte do conhecimento da organização. Independente do motivo que tenha ocasionado a saída delas, você empresário, precisa se prevenir em relação a isso o mais rápido possível. É um enorme problema a lacuna deixada pelo responsável da produção, o principal detentor do conhecimento da elaboração de móveis, muitas vezes a alma do negócio.

primeiro passo, para o dono do negócio resolver esta questão, é se conscientizar que as pessoas são a melhor parte do negócio. São as pessoas que fazem o negócio prosperar. No entanto, não podem se transformar em um problema para a organização. Isso se dá quando há uma dependência exagerada e desestabilizadora da empresa com as pessoas em posição chave, quando este profissional é o único que domina os processos, as informações e atividades.

O segundo passo para o empresário, é entender que a empresa precisa acumular aprendizado, que o crescimento da empresa está relacionado diretamente à sua capacidade coletiva de aprender. A empresa cresce proporcionalmente ao avanço da definição dos processos, procedimentos de trabalho e políticas de funcionamento, que são complementadas por conhecimentos técnicos e experiências dos colaboradores.  Uma vez consciente disso, o empresário começa a resolver as questões de centralização de conhecimento, pois o colaborador passa a acrescentar o seu conhecimento técnico e a experiência adquirida para executar e melhorar os processos da empresa, ao invés do funcionário ser o processo.

O terceiro passo deve ser dado então, quando o empresário já entende que são as pessoas que fazem o negócio prosperar, quando entregam seus conhecimentos técnicos sem causar dependência. Então, o empresário deve iniciar os investimentos em capacitação e qualificação das pessoas que realmente vestem a camisa da empresa. Estas pessoas precisam periodicamente renovar os conhecimentos técnicos sobre novas tecnologias, novas ferramentas, equipamentos e materiais. Neste ponto todos ganham, pois o funcionário ganha mais experiência, melhora o seu currículo e a empresa evolui seus processos com o emprego de novos conhecimentos.

A cada dia surgem inovações e novas soluções para melhorar os negócios. As inovações que geram melhores resultados são aquelas que conseguem otimizar a força do trabalho humano, substituindo o trabalho braçal, pesado e muitas vezes insalubre pelo trabalho inteligente a ser executado pelos funcionários.

As inovações de hoje já incorporam conhecimento, melhores práticas e processos a serem seguidos. Encurtam o tempo de treinamento e aprendizado possibilitando um aprender mais rápido e eficiente, facilitando todo empresário seguir os passos como passamos acima.

Para entender o papel da tecnologia na melhoria do ambiente de negócios, veja o nosso próximo post: Veja como reduzir o impacto da perda de uma pessoa chave na marcenaria