O plano estratégico pode ser entendido como o caminho a ser percorrido até chegar a um determinado objetivo. Utilizando-se do pensamento estratégico, com um processo contínuo de inovação, um plano estratégico poderá ser desenvolvido pensando no curto e médio prazo, pois todo planejamento é afetado por questões do mercado que vão exigir mudanças de estratégias.

É utilizado para: alinhar os interesses entre sócios e acionistas, definir as oportunidades do negócio, identificar as ameaças ao negócio, deixar claro para todo mundo o que deverá ser feito, o que não deverá ser feito e tornar o negócio mais sólido e perpétuo.

Quando fazer um planejamento estratégico?

  1. Quando a empresa está em crescimento: para poder entender como gerar mais valor para o cliente e o acionista. Um exemplo é o da AMBEV que cresce continuamente desde 2004.
  2. Quando a empresa passa por dificuldades técnicas com o modelo atual e precisa se reinventar. É o exemplo da GE que na década de 90 escolheu estrategicamente os produtos que iriam continuar no mercado.
  3. Quando a empresa precisa se reposicionar no mercado para não falir: pois novos modelos de negócio mudaram o mercado. Um exemplo é a Kodak, que por falta de planejamento estratégico mais dinâmico fechou as portas em 2012, com a perda de mercado para as máquinas digitais.
  4. Quando a empresa quer antecipar tendências e testar modelos de negócios novos que substituirão os existentes. É o caso da Apple que inova continuamente com produtos que antecipam tendências.
Para realizar um planejamento estratégico trabalha-se nas seguintes etapas: ferramentas para marcenaria
ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL DA EMPRESA

A maneira mais lógica de se entender a situação atual da empresa é entendendo a cadeia de valor através do mapeamento dos macroprocessos da empresa. Um exemplo de macroprocesso em uma pequena marcenaria:

Para cada etapa de geração de valor é importante verificar os custos e margens de cada uma das etapas do macroprocesso. Com a análise do custo de cada área e margem de contribuição, pode-se entender o que é interessante desenvolver dentro da empresa e o que pode eventualmente ser terceirizado.
ANÁLISE ECONÔMICO FINANCEIRA

A segunda etapa do planejamento estratégico é a análise econômico financeira da marcenaria. Para isso utilizam-se três ferramentas: DRE, o Fluxo de Caixa e o Balanço Patrimonial.

O DRE apresenta o conjunto de receitas de uma empresa, os impostos, os custos, as despesas e os lucros. O fluxo de caixa apresenta as entradas, as saídas e o saldo que é a geração de caixa. Por fim, o balanço patrimonial com os ativos que são os direitos, passivos as obrigações e o patrimônio líquido que é o capital do sócio.

Com um DRE é possível realizar a comparação entre períodos e a evolução das receitas e despesas. Se as despesas e receitas estão equilibradas, consegue-se entender os custos, se estão aumentando ou diminuindo, ou se a empresa está perdendo eficiência operacional. Por exemplo, considerando estas análises preliminares, já é possível entender em números, como o parcelamento de contas a receber pode estar comprometendo o fluxo de caixa e como poderia ser feita a uma relação dos pagamentos com os fornecedores para minimizar o impacto no fluxo do caixa. ferramentas para marcenaria

INTENÇÕES ESTRATÉGICAS

Com o material sobre a cadeia de valor e o histórico financeiro da empresa em mãos, em reunião com os sócios, trata-se das seguintes questões:

  • Uma estratégia a ser seguida é a de aumentar a capacidade de geração de caixa ou a de ganhar participação no mercado?
  • Existem outros segmentos onde pode-se investir ou considerar uma migração para um mercado ainda não explorado, dentro da cadeia de valor?
  • Quais produtos, hoje, são estratégicos e quais produtos poderiam ser descontinuados, como produtos de baixa margem, por exemplo?
  • Ao eliminar algum produto ou serviço, algum outro de maior valor poderia ser impactado?
  • E outros produtos, fora do escopo original da empresa podem ser explorados como forma de expansão da empresa?
ANÁLISE DE MERCADO

Na análise de mercado é visto todo o ecossistema da marcenaria: a matéria-prima, os fornecedores, os concorrentes, o consumidor e os canais de venda.

A análise começa através da análise dos consumidores: o perfil dos consumidores, quais são os critérios analisados para a compra, se são preço, a marca, a qualidade, se é status e, ainda, como a cultura local pode influenciar no comportamento de compra destes consumidores, as tendências no consumo, quão sensíveis os consumidores são no consumo quanto a aspectos econômicos. Leia mais AQUI.
Sobre os concorrentes: porque alguns clientes escolhem um produto da concorrência e não o nosso. Como os concorrentes estão crescendo. Qual é a fatia de mercado dos concorrentes. Os concorrentes atendem o cliente com algum produto que nós não atendemos hoje? Existe alguma barreira de entrada para a entrada de outros concorrentes?

Acesse também o Guia para Marcenaria Competitiva AQUI

Sobre fornecedores: é possível realizar parcerias de longo prazo com os fornecedores atuais? Os fornecedores entregam com qualidade? Os fornecedores são confiáveis? Os fornecedores possuem uma estrutura de atendimento e crescimento para continuar me atendendo no logo prazo?
Sobre insumos: qual é o nosso insumo principal? O acesso a essa matéria-prima é abundante? Existem matérias-primas alternativas? Quais outros fornecedores podem ser acessados para este fornecimento?
Sobre macroeconomia: como a economia pode influenciar o negócio? Quais serão as projeções de juros, de inflação, a disponibilidade de crédito pelos bancos e a taxa de desemprego, como isso influencia a disponibilidade de compra do cliente?
Sobre regime tributário: existem ganhos tributários se a empresa operar em outro estado? Existe regime tributário melhor para empresa? Existem ganhos tributários para venda para outros locais e para fora do país? Quais são as normas de importação e exportação?
Sobre tecnologia: como a tecnologia pode influenciar o comportamento do consumidor? O consumidor pode adquirir o produto pela internet, por exemplo? Como utilizamos a tecnologia? É utilizada como vantagem competitiva? Quais tecnologias podem ser melhor utilizadas para integrar os setores da empresa?
Talvez o melhor de tudo nestas 4 ferramentas é a possibilidade de reunir todo o time e pensar junto em uma melhor estratégia para a empresa. Com um pensamento conjunto o engajamento é outro e muitas soluções, mais simples e baratas surgem. Também é o momento de entender com quem poderá contar na empresa nos momentos difíceis e quem infelizmente está desconectado de uma visão de futuro.

 

Veja como colocar em prática estas questões:  Criando um plano estratégico para marcenaria

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