Diante do cenário econômico difícil, que influencia diretamente o desempenho de todos os tipos de negócio, uma saída para a sobrevivência das empresas é encontrar uma forma de aumentar a produtividade (fazendo mais com os mesmos recursos) eliminando custos na produção.

Por isso escrevemos este post, para apresentar onde as marcenarias podem promover melhorias, aproveitando a situação econômica atual e, se preparar para a retomada de crescimento de forma mais eficiente.

Em marcenarias, mesmo nas pequenas, muitos desperdícios podem ficar camuflados, escondidos nos processos principais de venda, produção e montagem. Os desperdícios de tempo ou material podem ser vistos como atividades executadas desnecessariamente, por perda de material com retalhos, desorganização na área de projetos, retrabalho em montagens, deslocamentos desnecessários para a obra, subutilização de maquinário, tempo de setup de maquinário e até layout confuso.

Para aliviar o orçamento de tudo aquilo que é desperdício, sugerimos uma análise sobre os seguintes pontos e uma reflexão sobre os números.

Elimine o desperdício de chapas: Sendo a chapa de MDF a principal matéria prima da marcenaria – representando 60 a 85% do custo de material do projeto – aplicar um processo de lote de produção, com otimização de corte do lote de peças sob medida, pode trazer um potencial de redução de desperdício entre 10% a 30%. Faça o cálculo: aplique 15% sobre o seu consumo de chapas médio mensal e verá que neste ponto vale muito investir em organização de processos e planejamento de corte. A dica é: organize-se para que o corte de chapas seja realizado por lote e não mais projeto a projeto.
Área de projetos organizada: Todo empresário do ramo do mobiliário sabe que o sucesso, tanto da venda quando da entrega do projeto sob medida, começa em um projeto bem especificado. Otimizando os tempos de desenvolvimento de projeto, revisão, apresentação, atualização de preços e revisão para envio da fábrica, pode-se chegar a reduções de até 40% no tempo do processo de venda. Considerando que uma marcenaria feche 10 negócios por mês, tenha 1 profissional, focado em projeto e considerando a média salarial do setor, aplicando-se encargos e outros despesas, pode-se chegar a economia de mais de 3 mil reais por mês no setor. Veja mais AQUI.
Área de projetos Mercatto Marcenaria

Área de projetos Mercatto Marcenaria

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Planejamento da produção: Mesmo que a marcenaria tenha uma área de vendas e produção no mesmo local, separar os setores permitirá uma organização mínima para o entendimento claro dos limites de cada etapa. Deve-se considerar que a área de produção receba projetos prontos, com todas as informações necessárias, medidas exatas e acabamentos definidos.
Retirando da área de produção a necessidade de definição de engenharia de produto, tempo gasto com dúvidas de projeto, para deixar apenas a execução das instruções de produção, consegue-se chegar a outro grande potencial de economia. Marcenarias que hoje já estabelecem um processo de produção sem interpretação de projeto, conseguem reduzir o tempo sobre cada projeto em até 60%. Considerando os mesmos dados anteriores de custo, pode-se neste ponto, chegar a uma economia por mês, de até 2 mil reais por profissional de marcenaria. Considere aqui a eliminação de tempo do profissional gasto com dúvidas e decisões sobre a confecção do projeto. Além de poder fazer o trabalho mais rápido, o profissional fica mais motivado, pois as interrupções em cada projeto, por dúvidas e falta de informações, são eliminadas.
Àrea de logística e pré-montagem: Aqui está outro grande potencial de economia. Quando uma marcenaria está em um nível de organização onde já pode dispensar a pré-montagem, ganha outras 12 horas (em média) por profissional por projeto. Eliminar a pré-montagem então, considerando todos os custos, encargos e materiais, pode-se chegar a uma economia de mais de R$ 4 mil reais por mês, no setor expedição de projetos.
Economia de maquinário: Mesmo que a marcenaria já possua um maquinário mais completo para produção, incluindo seccionadora e centros de usinagem, pode estar perdendo dinheiro. O grande erro é achar que, pelo simples fato de ter uma determinada máquina, o seu processo produtivo ocorrerá sem erros e mais rápido. Fatores importantes como uma configuração correta, exata alimentação de dados e até mesmo capacitação do funcionário que utilizará tal equipamento, na maioria das vezes são deixados de lado e assim, mantém-se uma produção igual ao que era antes de todo esse investimento. Se o funcionário precisar, para cada peça, executar um setup de máquina, ficará mais demorado fabricar uma peça com a máquina, do que manualmente. Veja um caso AQUI.

“ Para iniciar as modificações é importante que o empresário dissemine a ideia de que o crescimento da empresa refletirá no crescimento de todas as pessoas dentro da empresa. “

Muitas marcenarias ainda seguem o processo de produção celular, no qual o marceneiro é responsável e executa o projeto do início ao fim. Isso faz com que todos estejam dependentes desse marceneiro para seguir a produção. Isto torna todo o processo mais lento e a chance de erros aumenta, além de exigir-se demais desse profissional. Então, como é possível manter um nível produção, quando o marceneiro não está disponível, sendo que ele é o responsável por todo o processo produtivo?

Se o empresário montar uma linha de produção, mesmo para o móvel sob medida, alocando uma pessoa para cada etapa da fabricação, o marceneiro pode utilizar toda a sua experiência para executar atividades importantes como montagem de móveis e criação de peças especiais com alto valor agregado. Quando a informação é passada para a produção de forma correta, todos os processos podem ser executados em linha, gerando um grande ganho econômico na produção, além de tornar a fabricação mais fácil para todos. Pode-se designar apenas um funcionário para o corte das peças com base no uso de otimizador, ter um responsável apenas para laminação, mesmo que esse seja manual ou com máquinas simples, e assim por diante. Assim o marceneiro utiliza o seu conhecimento em atividades mais estratégicas, auxiliando no controle da produção e executando montagens perfeitas na casa do cliente.

Bônus: E por que não falar do potencial de economia de espaço? Ao aplicar processos na produção, a marcenaria cria uma linha de fabricação com melhoria do transporte de peças, setorização e organização de equipamentos e ferramentas.  A intenção é tornar os trajetos entre uma etapa e outra mais curtos, assim, além de ser mais rápido, é possível organizar melhor o espaço. Um sistema de transporte com rolete, por exemplo, facilita esse processo pois não exige força bruta para transportar os materiais em carinhos e erguê-los dentro da marcenaria.
Por fim, toda crise gera grandes transformações. Aqueles que estão aproveitando o momento para provocar modificações, colherão os frutos quando o mercado reagir, estarão com certeza mais adiantados em termos de produtividade, terão custos de produção menores, estarão mais enxutos para crescer. A atenção para a questão do aumento da produtividade é primordial para a sustentabilidade das empresas, para que elas continuem crescendo em um mercado cada vez mais competitivo.

Os dados acima foram coletados em pequenas e médias marcenarias, clientes da Gabster, que antes de uma reorganização, estavam desperdiçando até 16 mil reais por mês em mão de obra e material.

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