O planejamento estratégico deu lugar ao pensamento estratégico e desenvolvemos diversos posts para ajudar pequenas marcenarias a se posicionarem estrategicamente em seus mercados.

Na evolução do planejamento estratégico foram desenvolvidas muitas teorias e práticas que resultaram em sucesso para muitas empresas. Normalmente empresas grandes, com muito capital a disposição e em uma época em que os mercados não eram tão dinâmicos. Em 1930 quando as teorias sobre de planejamento estratégico surgiram, era sugerida a construção de um plano e uma revisão a cada 5 anos.   A Shell, gigante petrolífera, ficou muito famosa por ter uma equipe de especialistas com grandes processos de desenvolvimento de planejamento estratégico. A IBM, a gigante dos computadores já teve um setor com mais de 300 pessoas justamente para tentar prever um plano de futuro. Hoje estes setores não existem mais.

Uma grande parte de livros de autoajuda, com teorias de sucesso a partir de estratégicas de sucesso, tratam o planejamento estratégico como uma fórmula mágica. Muitas teorias viraram modismos e serviram para vender livros . Na verdade se o futuro fosse previsível, a aplicação destas ferramentas geraria tanto sucesso, que faltaria oceano azul para colocar tantas empresas vitoriosas.

Planejar uma estratégia não está errado, pelo contrário. O que não funciona, é fazer um planejamento baseado em projeções futuras, em um ambiente onde não conseguimos prever o que vai acontecer na economia e no país no próximo mês.

Antes do planejamento estratégico, a definição de estratégia:

O que reduz a chance de sucesso de um planejamento estratégico é a forma como é feito e principalmente a falta de um pensamento estratégico. O que mais influência hoje é o entendimento de que existem: ciclos cada vez mais curtos de inovações, avanço de diversas áreas de conhecimento, de novas tecnologias e as tendências do mercado consumidor. Quando alguma nova tecnologia é desenvolvida, um novo produto é lançado no mercado com sucesso, ocorre rapidamente um conflito entre aqueles que estão explorando a tecnologia atual e os que conseguem explorar a novidade. Empresas que não utilizam a nova tecnologia tendem a perder mercado e é nestes momentos onde os pioneiros assumem uma posição de vantagem até que todo o mercado adote esta nova tecnologia.

Este processo de desenvolvimento de inovação é cada vez mais rápido e, ao mesmo tempo, as inovações que tem sucesso geram cada vez mais valor. Porém, estes ciclos menores de lançamento,  faz com que as empresas explorem sozinhas as mudanças por um tempo cada vez menor.

Não entender uma inovação ou tendência hoje, ou tentar continuar explorando um produto por muito mais tempo que o real tempo de vida do produto, trará prejuízo. A exemplo, o tempo de vida dos veículos. Um modelo de carro lançado hoje, possivelmente receberá novas versões em um ou dois anos. Diferente do sucesso do Fusca, que perdurou por décadas, tratando-se de uma exceção que não irá mais acontecer.

A dinâmica competitiva é de tempo de exploração da novidade por um curto tempo. Hoje a velocidade para se ter sucesso é maior. Consegue-se chegar ao auge mais rapidamente, mas o tempo para a exploração deste sucesso é bem menor. Então, criar uma estratégia para inovar com um produto deve ser substituída por um processo estratégico de inovação contínua. Um processo constante de inovação faz com que uma empresa tenha mais chance de perdurar por mais tempo.

Estas mudanças tornaram o mercado mais democrático. O acesso a novas tecnologias por pequenas marcenarias está possibilitando um nível de competitividade tão alto quando das grandes industrias, com marcas consagradas.

Neste novo contexto o pensamento estratégico começa a fazer muito sentido, principalmente para as pequenas empresas.

Hoje é preciso desenvolver um plano de longo prazo, não para dominar o mercado com um produto ou marca, mas como uma tática para se manter no mercado apoiado por um processo contínuo de melhoria. A ideia de lançar algo no mercado para ver se dá certo, é estratégia ainda adotada por grandes indústrias que jogam rios de dinheiro fora. Hoje é preciso criar uma continuidade de ações para reposicionar-se tanto no mercado atual, quanto em novos, constantemente.

 Para pensar estrategicamente é preciso saber que:
  • Uma estratégia é algo pensado muito, mas muito antes da ação;
  • Que muitos dos sucessos de hoje, provêm de idéias em conversas com clientes;
  • O que de fato existe é uma visão de um novo mercado, mais dinâmico;
  • Os ciclos de inovação são mais curtos;

A verdade é que todos estamos sobre pressão com a globalização. Não interessa se é grande ou pequeno. É uma pressão que faz com que qualquer empresa seja competitiva para permanecer no mercado.

A fragmentação dos consumidores invariavelmente leva a criar novos mercados. Neste sentido, estando o novo mercado disposto a comprar produtos mais personalizados, criam-se oportunidades para novas empresas, mas também tendem a aumentar a concorrência.

Isto faz com que grandes industrias busquem ou necessitem se reinventar rapidamente. Aqueles que criaram planos de posicionamento de mercado, baseados exclusivamente em buscar vantagem pela posição da marca, distanciando-se do consumidor, acabaram sentindo a crise de forma muito mais forte.

As pequenas marcenarias, podendo agir estrategicamente de forma mais rápida ganham vantagem no cenário atual.

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