“Hoje estar na moda é consumir produtos desenvolvidos só para você. A pouco tempo atrás, ter o produto da moda, igual a todo mundo, era sinônimo de status.”

Este novo cenário que inicia-se, juntamente com um novo paradoxo, está possibilitando a pequenas empresas obterem uma vantagem considerável sobre as grandes indústrias.

O que no passado fazia com que as empresas fossem altamente eficientes em termos de crescimento, hoje as torna vulneráveis. Especialmente as grandes empresas, que sempre obtiveram sucesso evoluindo os mesmos produtos e os mesmos processos.

Buscar a previsibilidade fazendo mais do mesmo, talvez copiando os concorrentes (mesmo que fazendo melhor) hoje já representa uma fraqueza.

Como o aumento da procura por produtos customizáveis (sob medida) criar uma linha de produto definida pelo cliente, mas mantendo a operação estável, é o grande fator de diferenciação.

Mais do que democratizar o acesso as informações, a internet gerou uma série de novos comportamentos na nova geração consumidora. Agora, com autonomia para comprar via internet, esta nova geração possui novos desejos.

Ter um tênis da moda, uma camiseta com a estampa que todo muito tinha, é coisa do passado.

Hoje, estar na moda é ser diferente e este novo modo de pensar veio para ficar.

Ter um produto único, cria uma relação de valor mais duradoura com a marca.

Se a experiência de compra foi satisfatória, em pouco tempo o “novo adulto”, vai ser mais fiel a marca que possibilitar mais itens de personalização, contudo, a experiência de compra também deverá ser prazerosa.

A nova variável que definirá a competitividade na indústria.

“Número de itens personalizáveis”.

 

Você acredita mais em uma empresa de bens de consumo que demora em média 250 dias para lançar um novo produto? Talvez o lançamento ocorra quando o mercado já possui novas necessidades. Ou em uma empresa que lança o mesmo tipo de produto, com a mesma qualidade em apenas 29 dias? Ou seja, logo após a necessidade ter sido identificada.

Uma empresa tradicional da indústria automobilística gasta cerca de 3 bilhões para levar um novo modelo de veículo ao mercado. Uma nova empresa, mais enxuta, do mesmo ramo consegue a mesma coisa por 3 milhões, mas com menos escala de produção.

A diferença entre as duas está em saber utilizar as informações de forma inteligente e personalizadas. Estas informações hoje são disponibilizadas pelos clientes nos sites de customização, estão presentes nas redes sociais. A tecnologia que gera novas necessidades também traz informações para dentro da indústria e acelera a produção.

 

Como aproveitar esta mudança.

 

Inicie definindo o seu cliente ideal. 

Neste post, da nossa série sobre vendas, falamos da importância de definir qual é o mercado que você deseja atender. Definindo qual é o seu cliente ideal, será possível entender as suas necessidades e conversar com o cliente de uma forma mais empática.

Nesta nova nova fase do mercado, o cliente praticamente entra para dentro da produção. Literalmente é algo que já acontece nas marcenarias e pequenas fábricas de móveis sob medida. Mas não é disso que estamos falando.

Ocorre que o consumidor está cada vez mais acostumado a selecionar opções, customizar mais detalhes do seu produto através da internet e isso está o deixando ainda mais exigente.

Se você hoje vende produtos modulados, está acostumado a vender projetos pré-prontos, terá menor chance de venda no futuro próximo.

Imagine que se de agora em diante o consumidor em casa já vai conseguir, através do seu próprio computador, selecionar uma série de novos itens customizáveis para o seu novo carro (este carro estará disponível em poucas semanas), imagina o quanto ficará exigente ao comprar os móveis sob medida? Será que este cliente vai aceitar um projeto pré-pronto? Claro que não.

Tenha o foco DO cliente

Munido de mais informações, o cliente que chega para comprar um projeto já está sabendo muito mais do que o vendedor. Já conhece mais os materiais, trás diversos projetos exemplo vistos na internet (Pinterest, Facebook, Insta..), conhece mais da resistência dos materiais, tem referências dos produtos diretamente dos fabricantes de chapas, sabe o que é bom e o que não é.

Talvez o seu cliente ideal esteja neste momento escolhendo algum tipo de personalização relacionado ao produto que você está fabricando e você não sabe.

Assumir o foco do cliente se tornará em pouco tempo uma obsessão para as todas as indústrias.

“As empresas que conseguirem disponibilizar o maior número de itens personalizáveis, menor custo e ótima experiência de compra ganharão mais mercado.”

Então entender o que o cliente quer e inovar com base nestes desejos mudará definitivamente a forma como os produtos serão planejados.

Mas para que isso aconteça de forma organizada e estável, alguns princípios precisarão ser bem entendidos e implantados na empresa.

SISTEMA CONSTRUTIVO

As grandes indústrias, com todo o poder de produção já se deram conta do grande potencial da customização.

E as grandes empresas, não são grandes à toa. Cresceram devido a estabilidade e melhoria de seus processos e planejamento dos seus produtos. 

Por outro lado, esta estabilidade então é impactada pela tendência da customização. O que vai ocorrer é que em pouco tempo a grande indústria vai conseguir manter a estabilidade, mas produzindo produtos customizáveis.

Para que isso aconteça, certamente a definição de novos processos inteligentes e novas regras mais dinâmicas de configuração de produto irão dominar o parque fabril destas empresas.

E sabendo o que o cliente deseja, as funcionalidades e quais materiais são tendência é possível definir um sistema construtivo que padroniza a seleção de itens possíveis dentro do mobiliário.

Ter um padrão no sistema construtivo além de trazer mais qualidade, permite definir claramente uma identidade para a marcenaria sem que isso acarrete na modularização dos móveis.

 

Exemplo de sistema construtivo padrão

Neste material você encontrará um exemplo de um sistema construtivo. Existem muitos outros itens que você pode personalizar para a sua indústria como um número ilimitado e atualizado de acabamentos para selecionar, novos sistemas de fixação e regras definidas automaticamente de acordo com as máquinas da produção. 


 

MÉTODO CONSTRUTIVO

“Processos inteligentes”

A implantação de novos processos em uma pequena marcenaria, em si só é muito fácil. O mais difícil é o fazer com que os envolvidos entendam o objetivo de cada nova atividade, aceitem e tenham disciplina.

Mas com um desenho rápido, é possível entender todos os gargalos da produção e os fluxos alternativos variáveis que facilitam a surgimento de problemas.

Situações que saem do controle da gestão da produção. Questões que acabam consumindo a receita da empresa.

Hoje marcenaria moderna combina muito com automatização e personalização de produtos.

Mas também precisa de processos mais enxutos, para poder tirar o máximo dos benefícios sobre estes investimentos.

Tratamos deste assunto em um dos episódios da história de Pedro, veja novamente:

 

NOVAS TECNOLOGIAS

“A tecnologia deve estar a seu favor. Não pode ser um desafio”.

O melhor uso das tecnologias e processos disponíveis, hoje muito mais baratas é uma estratégia inteligente para ganhar mais espaço, mais rapidamente, com menor esforço.

Então selecione muito bem o seu fornecedor de solução. O seu fornecedor deve ser um parceiro de solução, comprometido com o seu resultado.

Leia este post, e evite uma série de problemas.

Saiba selecionar corretamente o fornecedor para torná-lo um aliado e obter rapidamente o diferencial competitivo.

A digitalização da empresa, através do emprego de novas tecnologias é um caminho mais seguro para ganhar competitividade.

O investimento não é alto e os resultados já são obtidos nos primeiros meses.

Você não precisa virar um programador de sistemas, ou contratar alguém só para isso, você precisa contar com fornecedores alinhados com o seu resultado.

Esta nova tendência de personalização de produtos é reflexo da transformação digital.

É um novo cenário onde todas as empresas, máquinas e pessoas passam a interagir entre si de uma forma mais customizada, mais rápida e assertiva.

Trata-se de uma mudança de paradigma, veio para ficar e já está deixando a indústria mais flexível.

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