“Em um primeiro plano, todos queremos prestar serviços de qualidade e fazer produtos bem concebidos. “

Neste artigo, vamos tratar de um ponto chave, determinante para obter-se qualidade nos produtos da marcenaria: o ser humano.

Por mais que todas as técnicas, ferramentas e práticas de gestão mais modernas sejam adotadas na marcenaria, a preocupação com o fator humano é um ponto fundamental para obter-se o nível de qualidade desejado.

O fenômeno humano é bastante complexo e as situações emocionais mal resolvidas se mimetizam nas atividades do dia a dia.

Por exemplo, uma pessoa com raiva contida e que evita demonstrar o que a incomoda dentro da empresa, pode manifestar inconscientemente este incômodo.

Parece óbvio mas se você quer qualidade em seus produtos e serviços, preste muita atenção ao que pode comprometer a qualidade.

Pessoas com problemas emocionais tendem a manifestar uma situação mal resolvida fisicamente da seguinte maneira:

  • Quebrando objetos;
  • Fazendo mais barulho que o necessário;
  • Se acidentando com facilidade;
  • Descuidando-se com detalhes que qualificam os móveis.

Muitas vezes estas situações são entendidas como comportamentos normais ou características pessoais dos funcionários. Cuide com conclusões precipitadas.

Questione-se:

  • Por que se manifesta a falta de qualidade em um determinado serviço ou produto?
  • Qual a relação do nível de qualidade apresentado com a(s) mente(s) envolvida(s)?

Muitas são as causas para produzir efeitos indesejados.

Aqui estamos associando o nível da qualidade realizado pelo humano ao nível de acalmia da sua mente, ou seja, sua pacificação mental.

Se, por exemplo, um funcionário não se sente valorizado, ele raramente utilizará sua potencialidade máxima.

Um funcionário que se sente desvalorizado economizará no trabalho. Retardará a expressão de suas competências máximas, contribuindo para alguma não conformidade dos produtos. Por outro lado, funcionários supervalorizados além das suas atribuições causam um ruído no ambiente. As chamadas ‘estrelas’ da empresa, geram desconforto nos colegas.

Veja as 4 coisas que você pode revisar para melhorar a qualidade:

1. Se colegas se sentirem ofuscados pelo brilho de uma “estrela”, poderão reduzir  o seu potencial por acharem-se desvalorizados. Então verifique se as pessoas estão bem emocionalmente e se realmente estão bem treinadas;
2. Verifique se a comunicação está fluindo dentro da marcenaria. Funcionários com dúvida sobre projetos sob medida e ainda pressionados pelo prazo de entrega podem tomar decisões comprometedoras e causar erros indevidos;
3. Para que o gestor também esteja equilibrado precisará, por sua vez, ter certeza que os recursos (financeiros, materiais, estruturais, humanos..) estão sendo bem gastos;
4. Verifique se a tecnologia está adequada ao seu negócio. Máquinas, softwares, materiais, conectados e utilizados através de um processo equilibrado, favorecem também a harmonia no ambiente.

Como gestor, evite que a sua mente se apresse em direção ao resultado, excluindo a possibilidade de problemas básicos – técnicos e humanos – ocorrerem.

É justamente um descuido neste nível básico e óbvio, relacionado a parte humana na empresa, que faz com que muitos ‘ruídos’ se manifestem e impactem negativamente na qualidade dos produtos.

Quando queremos a qualidade, precisamos cuidar dos fatores e detalhes indesejáveis que possam lesar a qualidade planejada.

Parece óbvio demais, mas é importante dar a devida importância para o óbvio, porque é esse o fundamento para que a qualidade planejada se realize.

Crie um ambiente equilibrado, harmonioso e bom para trabalhar. Então, em relação à qualidade, se está com pressa, vá devagar.

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